arquitetura + interiores

restaurante gruê

O restaurante Gruê foi desenvolvido em uma loja abandonada há mais de 25 anos na Rua Sapucaí, em Belo Horizonte. Todo o projeto foi pensado com estratégias sustentáveis, que agregaram desempenho social, econômico e ambiental ao edifício.

 

Embora a rua Sapucaí tivesse uma relevância histórica para Belo Horizonte e umas das mais belas vistas do centro da cidade, ela passou por um processo de degradação e abandono com o passar do anos. Juntamente com outros projetos de ocupação na região, o restaurante teve como uma de suas premissas criar uma conexão do interior com o exterior e, assim, revitalizar o seu entorno.

 

Com insolação privilegiada, a única fachada do restaurante consistiu em grandes janelões de vidro que se abriam totalmente para a rua, explorando o bom clima da cidade e a iluminação natural durante o dia. Ainda sobre o conforto ambiental do projeto, sua acústica também foi tratada, utilizando-se placas ecológicas no teto e em algumas das paredes, produzidas a partir de garrafas PET recicladas.

 

Sobre a seleção de materiais, a ideia do projeto foi reaproveitar matérias primas existentes para atender novas necessidades. Toda a marcenaria, painéis, bancos, balcões e mesas foram criados com os restos de madeiras de um edifício demolido no centro de Belo Horizonte, que foi adquirido pelos proprietários do restaurante. O projeto envolveu ainda o uso de uma série de outros materiais de segunda mão, como tijolinhos de demolição, conduítes e vergalhões, que diminuiram o impacto ambiental do projeto.

 

Quase todo o mobiliário, objetos, luminárias e obras de arte foram também garimpados em antiquários ou faziam parte do acervo pessoal das clientes, tornando o projeto único e muito aconchegante. O aspecto industrial, além de esteticamente despojado, influenciou um desenho e concepção práticos, com agilidade de execução, flexbilidade e durabilidade.

Outro grande desafio foi otimizar a pequena loja de dois pavimentos para atender ao programa de necessidades do restaurante, obedecendo também aos parâmetros de acessibilidade, vigilância sanitária e segurança. Toda a área operacional foi locada no segundo pavimento, assim como a cozinha, que foi envidraçada para o salão superior, ampliando visualmente o espaço das mesas e colaborando, ainda, com a iluminação geral.

 

arquitetura e Interiores |

Luiza Landim e Fernanda Lopes

execução |

Henrique & Henrique Engenharia

local |

Belo Horizonte

data |

2016

fotos |

Ricardo Lopes