arquitetura

casa branco

Esta casa em Brasília teve como partido a composição de volumes retos e simples, deslocados entre si, criando grandes balanços e vãos interessantes. Um bom projeto estrutural foi fundamental nesta geometria dinâmica da casa.

 

A fim de não criar uma garagem enterrada em relação à rua, tirou-se partido da declividade na frente do lote e elevou-se o nível intermediário da casa. O acesso principal por este pavimento ficou, então, na cota mais alta da rua, enquanto o acesso de serviços e carros na cota mais baixa. Esta proposta, juntamente com o desuniformidade dos blocos, evitou que a casa parecesse alta demais para o observador. Além disso, devido às curvas do terreno, o nível inferior estendeu-se na forma de subsolo enterrado e o nível intermediário voltou a tocar o solo, fazendo com que, do fundo do lote, só fosse possível visualizar dois e não três pavimentos.

 

O programa desenvolveu-se da seguinte forma: no nível inferior, além da garagem, foram locadas todas as áreas de serviço e dependências de empregados. No nível intermediário, ficaram todas as áreas sociais, que se voltaram para a varanda e deck da piscina e no nível superior, foram distribuídos os quartos.

 

A área social é transparente e aberta ao exterior. Sendo vazada, sua iluminação é constante e homogênea em toda a sua extensão. O pavimento íntimo, por sua vez, foi todo protegido pelas esquadrias corrediças de madeira, que garantem sua privacidade.

 

A prevalência do branco dos volumes foi quebrada apenas pelos detalhes em pedra e portões e painéis em madeira.

arquitetura |

projeto desenvolvido com

Valéria Gontijo

local |

Brasília, DF

 

data |

2009